NÃO PRECISAS DE MAIS SWIMWEAR, PRECISAS DE MELHOR
THE WARDROBENão precisas de mais. Precisas de melhor. Um manual editorial para construir um guarda-roupa de verão que atravessa estações.
Há uma gaveta, em quase todas as casas, cheia de verões antigos. Fatos de banho comprados à pressa numa véspera de viagem, usados duas vezes, guardados por culpa. A alternativa não é comprar mais. É comprar de outra maneira.
Compra-se uma vez, veste-se sempre. A pergunta certa diante de uma peça não é se combina com este verão, é se combina com a mulher que vais continuar a ser daqui a cinco. As peças que ficam num guarda-roupa não são as mais na moda, são as mais fiéis a quem somos. Um fato de banho preto, um biquíni na cor certa para a tua pele, um vestido de linho que serve para o café da manhã e para o jantar. O resto é ruído.



A qualidade lê-se na mão, antes de se ler no espelho. O swimwear da Sofia Godinho é feito em Portugal, e boa parte da coleção em poliéster reciclado, um fio que segura a forma e a cor lavagem após lavagem, verão após verão. Isto não é um detalhe técnico, é o que separa uma peça que dura de uma peça que se desbota. Uma malha canelada, como a do biquíni Amalfi, não é só textura, é resistência.

Como cuidar do que fica. As regras são simples e quase toda a gente as ignora. Enxaguar sempre em água doce depois do mar ou da piscina, porque o sal e o cloro são os verdadeiros inimigos da cor. Lavar à mão, com água fria. Secar à sombra, nunca ao sol direto nem na máquina. Guardar seco. Um bom fato de banho, tratado assim, dura muito para lá da estação em que foi comprado.
Cinco peças, presença infinita. Um guarda-roupa de verão inteligente não é grande, é completo. Um fato de banho que resolve qualquer dia, como o Sorrento. Um biquíni que apetece usar, como o Positano. Um vestido que faz a ponte entre a praia e a mesa, como o Ischia. Um colar que fica bem sobre a pele molhada, como o Fontelina. Uns brincos de ouro que servem tudo, como os Alloro. É isto. É tudo.





Comprar melhor é, no fundo, uma forma de respeito. Por quem faz as peças, pelo planeta que as recebe no fim, e sobretudo por ti, que mereces abrir a gaveta em julho e encontrar lá dentro exatamente aquilo de que gostas.Sofia Godinho
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